Principal corredor viário do município passou por obras de revitalização e recebeu novas estruturas, mas reclamações sobre sinalização, travessias e organização do trânsito continuam
A Avenida 22 de Maio é um dos principais corredores de circulação de Itaboraí e concentra diariamente o deslocamento de motoristas, motociclistas, passageiros do transporte público, comerciantes e pedestres.
Mesmo após intervenções recentes de revitalização e modernização da via, a segurança no trânsito continua sendo motivo de atenção e reclamações entre moradores e usuários da avenida.
Em maio deste ano, moradores e motoristas relataram problemas relacionados à sinalização, incluindo faixas desgastadas, travessias pouco demarcadas e necessidade de maior ordenamento em pontos de intenso movimento.
O cenário ganhou novos elementos nos últimos meses, com a continuidade das intervenções realizadas na avenida.
Avenida passou por obras de revitalização
Em janeiro, a Prefeitura de Itaboraí informou o início de uma nova etapa das obras de revitalização, reurbanização e modernização da Avenida 22 de Maio, em parceria com o Governo do Estado.
Segundo o município, a intervenção incluía aproximadamente dois quilômetros de obras no sentido Sul, entre a região da delegacia, no Centro, e o bairro Rio Várzea. A administração municipal informou que o projeto previa sinalização e orientadores de trânsito durante a execução dos serviços.
Em junho, a Prefeitura anunciou também a implantação de novos pontos de ônibus no Centro. A estrutura faz parte do projeto de requalificação urbana e inclui cobertura e assentos para os passageiros.
41 pontos de parada foram oficializados
Outro avanço ocorreu em junho, quando a Prefeitura publicou uma regulamentação estabelecendo 41 pontos oficiais de embarque e desembarque de passageiros ao longo da Avenida 22 de Maio.
Os pontos foram distribuídos nos dois sentidos da via e abrangem diferentes bairros, entre eles Vila Progresso, Esperança, Venda das Pedras, Nancilândia, Centro, Rio Várzea, Outeiro das Pedras, Joaquim de Oliveira, Santo Expedito, Nova Cidade, Colônia e Itaville.
Segundo a Prefeitura, a medida tem como objetivo melhorar a organização do transporte coletivo, aumentar a segurança de passageiros, motoristas e pedestres e proporcionar maior fluidez ao trânsito.
Apesar das intervenções, a sinalização continua sendo um dos pontos que merecem acompanhamento.
Uma reportagem publicada em maio registrou reclamações sobre faixas desgastadas, travessias mal demarcadas e necessidade de fiscalização mais constante em determinados trechos da avenida.
O próprio município vem adotando medidas relacionadas à circulação e ao controle do tráfego. Documentos de contratação publicados pela Prefeitura preveem a implantação de sistema semafórico inteligente em diferentes pontos da Avenida 22 de Maio, incluindo cruzamentos, retornos e travessias de pedestres.
Entre os locais relacionados no documento estão cruzamentos na altura da Avenida Flávio Vasconcelos, Rua Gastão Lopes da Silva, Rua Comandante Ari Parreiras e outros pontos de Venda das Pedras.
A existência dessas intervenções demonstra que a mobilidade da avenida permanece em processo de reorganização.
Para quem utiliza a Avenida 22 de Maio diariamente, a questão não se resume apenas à fluidez dos veículos.
Pedestres precisam atravessar uma das principais vias da cidade, enquanto passageiros dependem de pontos de ônibus adequados e motoristas precisam de sinalização clara para realizar conversões, retornos e acessos aos bairros.
É justamente nesses pontos que a avaliação de quem utiliza a avenida diariamente se torna importante.
Fiscalização também entra no debate
Além da infraestrutura, a fiscalização é outro fator diretamente relacionado à segurança viária.
Em diferentes períodos, a Prefeitura informa a presença de agentes da Secretaria Municipal de Transporte em pontos estratégicos da avenida, especialmente durante intervenções e eventos que alteram o trânsito.
A questão que permanece para os usuários é como funciona a fiscalização no cotidiano, fora de operações especiais.
Dados oficiais sobre acidentes, infrações, autuações e pontos considerados críticos podem ajudar a dimensionar o problema e identificar quais trechos exigem maior atenção.
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