Prefeitura de Macaé entregou 6,5 quilômetros da primeira etapa da Estrada do Sana; intervenção inclui pavimentação, drenagem e contenções
O distrito do Sana, na Região Serrana de Macaé, vive uma nova etapa na infraestrutura de acesso à localidade.
No dia 26 de julho, a Prefeitura de Macaé entregou a primeira fase das obras de reestruturação e asfaltamento da Estrada do Sana. A intervenção contempla 6,5 quilômetros de via e inclui serviços de pavimentação, drenagem, contenção de encostas e melhorias na estrutura da estrada.
Cerimônia de Inauguração da estrada do Sana, 1ª fase. Macaé/RJ. Foto: Moises Bruno H. Santos.
A obra era uma antiga reivindicação de moradores e também possui impacto direto sobre o turismo, uma das principais atividades econômicas do distrito.
Da estrada de chão ao pavimento
Durante anos, moradores e visitantes enfrentaram trechos de estrada de terra, poeira em períodos secos e dificuldades de circulação durante as chuvas.
A situação também afetava o deslocamento de veículos que transportam moradores, turistas e pacientes.
Em janeiro de 2026, quando a obra ainda estava em andamento, a Prefeitura informou que dos 14 quilômetros previstos para aquela etapa de implantação do pavimento estrutural, restavam aproximadamente 1,2 quilômetro para a conclusão do chamado binder, camada de ligação do pavimento.
O projeto contemplou diferentes trechos da estrada:
– Portal do Sana ao Arraial do Sana: aproximadamente 6,59 quilômetros;
– Arraial do Sana à Cabeceira do Sana: aproximadamente 6,36 quilômetros;
– recuperação de aproximadamente 1,39 quilômetro de pavimentação em paralelepípedo no Arraial do Sana.
Também foram previstos pontilhões, drenagem, movimentação de terra e estruturas de contenção.
Uma obra que vai além do asfalto
Embora a pavimentação seja a parte mais visível da intervenção, o projeto envolveu uma série de trabalhos de engenharia.
Segundo a Prefeitura, aproximadamente 6.650 metros cúbicos de rocha foram demolidos para ampliar a plataforma da estrada e permitir a execução das contenções.
A intervenção também incluiu sistemas de drenagem e estruturas destinadas a aumentar a estabilidade da estrada em uma região com relevo acidentado.
Chuva continua sendo um desafio
O asfaltamento melhora as condições de circulação, mas não elimina os riscos provocados pelas características geográficas da região.
Em fevereiro, a Prefeitura informou que o acesso ao Sana chegou a ser temporariamente interrompido pelos dois sentidos após problemas provocados pelas chuvas.
A estrada entre Frade e Sana também foi fechada após uma queda parcial de ponte.
Impacto para os moradores
Para quem vive no Sana, a mudança pode representar muito mais do que uma melhoria estética.
A estrada é utilizada diariamente para deslocamentos relacionados ao trabalho, educação, saúde, comércio e serviços.
Durante a inauguração da primeira fase, a presidente da Associação de Moradores do Sana, Vanderleia Piedade, afirmou que a comunidade enfrentava dificuldades quando a estrada ainda era de chão, inclusive para transportar pacientes e garantir o deslocamento dos moradores.
Turismo
O Sana é conhecido como um dos principais destinos turísticos de natureza de Macaé.
O distrito recebe visitantes atraídos por cachoeiras, trilhas, hospedagens, restaurantes e atividades relacionadas ao turismo de aventura.
A melhoria do acesso pode aumentar a circulação de visitantes e facilitar a chegada de turistas durante diferentes períodos do ano.
Preservação ambiental
A estrada está inserida em uma região de importante patrimônio natural.
A obra prevê medidas compensatórias ambientais. Em informações divulgadas anteriormente pela Prefeitura, estava previsto o plantio de mais de 500 espécies nativas na Área de Proteção Ambiental do Sana, quantidade correspondente a cinco vezes o número de espécies suprimidas durante a intervenção.
Valor investido
A Lei Orçamentária de Macaé para 2026 prevê R$ 20.099.000 para a ação denominada “Infraestrutura da Estrada entre o Frade e o Portal do Sana”.
Esse valor, entretanto, corresponde à dotação orçamentária registrada para a ação e não deve ser automaticamente interpretado como valor total efetivamente pago pela obra.
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