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Nova adutora prometeu 40% mais água em Tanguá e pode atender 8 mil moradores

Nova adutora prometeu 40% mais água em Tanguá e pode atender 8 mil moradores

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Obra anunciada para julho prevê aumento da capacidade de distribuição e benefício para cerca de 8 mil moradores; EM FOCO busca saber se a promessa chegou às torneiras

O abastecimento de água é uma das principais questões de infraestrutura e qualidade de vida para qualquer município. Em Tanguá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o tema ganhou um novo capítulo em 2026 com a implantação de uma nova adutora anunciada pela concessionária Águas do Rio.

A obra prevê a instalação de aproximadamente 2,5 quilômetros de nova rede e, segundo a empresa, deve ampliar em mais de 40% a capacidade do sistema de distribuição de água do município.

O anúncio foi feito em junho e estabelecia julho como previsão para a conclusão da intervenção. Agora, em agosto, o principal questionamento é: a obra foi concluída e a melhoria já pode ser percebida pelos moradores?

Imagem: Águas do Rio

Investimento de aproximadamente R$ 400 mil

Segundo informações divulgadas pela Águas do Rio, a intervenção representa um investimento de aproximadamente R$ 400 mil.

A concessionária informou que a capacidade disponível no sistema passaria de cerca de 5,5 milhões para aproximadamente 10 milhões de litros de água tratada por dia.

O acréscimo representa mais de quatro milhões de litros diariamente, volume que, segundo a empresa, seria suficiente para beneficiar cerca de oito mil moradores.

Os bairros citados como diretamente contemplados pela intervenção são Vila Cortes, Centro, Mangueira e Ampliação.

A obra foi executada na Avenida Dulce Lopes Garcia e integra, de acordo com a concessionária, o conjunto de ações voltadas à ampliação e regularização do abastecimento no município.

A previsão anunciada pela Águas do Rio era de que a obra fosse concluída em julho.

Por isso, o momento atual permite uma avaliação diferente daquela feita no anúncio da intervenção.

A questão agora é verificar se o aumento da capacidade do sistema se traduziu em uma melhora efetiva no fornecimento de água.

Entre os pontos que precisam ser observados estão:

– frequência das interrupções;
– pressão da água nas residências;
– tempo de normalização após eventuais interrupções;
– bairros que continuam registrando problemas;
– necessidade de utilização de caixas d’água ou bombas;
– utilização de caminhões-pipa;
– comunicação da concessionária com os consumidores.

A avaliação dos moradores é importante porque o aumento da capacidade instalada não significa, necessariamente, que todos os imóveis receberão água de forma contínua.

Tanguá tem pouco mais de 30 mil habitantes

De acordo com as informações divulgadas sobre o projeto, Tanguá possui pouco mais de 30 mil habitantes.

A concessionária afirma que a nova estrutura foi planejada justamente para reforçar o abastecimento e preparar o município para períodos de maior consumo, especialmente durante temperaturas elevadas.

O diretor-executivo da Águas do Rio, Diogo Freitas, afirmou que o objetivo da intervenção é ampliar a oferta e avançar na regularização do abastecimento em diferentes regiões da cidade.

Abastecimento é responsabilidade da concessionária

A Prefeitura de Tanguá informa em seu portal oficial que os serviços de captação, tratamento e distribuição de água no município são prestados pela concessionária Águas do Rio.

Segundo a administração municipal, o sistema utiliza o Rio Caceribu Pequeno como manancial e envolve etapas de captação, tratamento e distribuição da água tratada à população.

Com isso, eventuais problemas de abastecimento precisam ser analisados considerando as diferentes etapas do sistema, desde a disponibilidade de água e tratamento até a distribuição e pressão nas redes.

Também é importante identificar se eventuais reclamações estão concentradas em determinados bairros ou regiões mais elevadas da cidade.

Saneamento ainda é um desafio

Além do abastecimento de água, Tanguá enfrenta desafios relacionados ao esgotamento sanitário.

Dados publicados pela própria Prefeitura apontam que 41,76% do esgoto do município não é coletado nem tratado, enquanto 50,6% é coletado, mas não tratado. O índice informado de coleta e tratamento é de 4,4%.

Em maio, a Águas do Rio informou a conclusão de uma obra no bairro Chácaras do Pinhão, com implantação de 120 metros de rede coletora e conexão de aproximadamente 30 imóveis ao sistema de esgotamento sanitário. Segundo a concessionária, a intervenção beneficiou cerca de 80 moradores.

Os números mostram que o debate sobre saneamento em Tanguá vai além da chegada da água às torneiras.

A nova adutora foi apresentada como uma solução para ampliar a capacidade do sistema e atender uma demanda histórica da população.

Agora, com a previsão de conclusão já ultrapassada, cabe acompanhar os resultados.

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